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Atual capital da Republica da Irlanda, o nome Dublim é geralmente atribuído como derivação do gaélico Duibhlinn (literalmente
piscina negra).
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O dia de St Patrick é a 17 de Março. É feriado na Irlanda porque St Patrick é o seu santo patrono.
- St Patrick foi um missionário encarregado de converter os Irlandeses ao Cristianismo no século 4º depois de Cristo. É
considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda.
- Neste dia há desfiles pelas ruas das grandes cidades irlandesas. Em Dublin, a capital, há um desfile de Carnaval e há
festas pela noite dentro.
- As pessoas vestem-se de verde e pintam trevos na cara, porque o trevo é o símbolo da Irlanda; St Patrick usava-o como
uma metáfora para explicar o conceito da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).
- As crianças em idade escolar seguem ainda hoje uma pequena tradição, beliscam os colegas que não usam verde neste dia.
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IRLANDA DO NORTE - NORTHEN IRLAND
A Lei do Governo da Irlanda de 1920 (Government of Ireland Act 1920), aprovada pelo parlamento do Reino Unido
da Grã-Bretanha e Irlanda fez da Irlanda do Norte uma entidade política separada em 1921.
Confrontado com exigências divergentes de nacionalistas irlandeses e unionistas para o futuro da ilha da
Irlanda (os primeiros queriam um parlamento autónomo que governasse toda a ilha, os segundos não queriam nenhuma
autonomia), e temendo uma guerra civil entre os dois grupos, o governo britânico liderado por David Lloyd George
aprovou a lei, criando duas Irlandas com autonomia interna: a Irlanda do Norte e a Irlanda do Sul.
A Irlanda do Sul nunca chegou a existir como um estado real: o Estado Livre da Irlanda revogou-o em 1922.
(Este estado hoje tem o nome de "República da Irlanda".)
Visite a Irlanda do Norte
Unionistas costumam chamar a Irlanda do Norte de "Ulster" ou de "a Província"; os nacionalistas costumam usar os
termos "o Norte da Irlanda" ou "os Seis Condados". O Ulster formou uma das províncias históricas da ilha da Irlanda e
consiste de 9 condados. Três desses agora são parte da República da Irlanda. Os seis condados remanescentes se tornaram
a Irlanda do Norte:
Condado de Antrim Condado de Armagh Condado de Down Condado de Fermanagh Condado de Tyrone Condado de Londonderry ou Condado de Derry (os Unionistas preferem o antigo termo, Nacionalistas o mais recente)
Esses condados tradicionais não são mais usados para fins de governo local, ao invés disso são 26 distritos da
Irlanda do Norte. Os "seis condados" permanecem para fins culturais como o GAA e A Ordem Laranja.
História
A área agora conhecida como Irlanda do Norte teve uma história complexa. Foi a pedra fundamental do nacionalismo
irlandês na era das ocupações da rainha Isabel I e de Jaime I em outras partes da Irlanda, se tornou o principal
aglomerado de acampamentos escoceses depois do Flight of the Earls (quando o governo escocês nativo, os militares
nacionalistas e a elite deixaram a Escócia em massa).
Hoje, a Irlanda do Norte passa por uma variedade grande de
rivalidades entre comunidades, representadas em Belfast pela bandeira tricolor do republicanismo Irlandês ou a Union
Flag, o símbolo da sua identidade britânica, enquanto os kerbstones em áreas de menor influência pintam bandeiras verde/branco/laranja
ou vermelho/branco/azul, dependendo se a comunidade local é simpática aos nacionalistas/republicanos ou aos unionistas.
Início do século XX
Recebeu autogoverno em 1920 (apesar de não ter chegado a ser reconhecido, e alguns como Sir Edward
Carson se opuseram amargamente a isso). Seus primeiros-ministros desde Sir James Craig (mais tarde Lord Craigavon)
praticaram uma política discriminatória contra a minoria nacionalista/católica. A Irlanda do Norte se tornou, nas
palavras do Prêmio Nobel, líder unionista e Primeiro-ministro da Irlanda do Norte David Trimble, um "lugar frio para
católicos." Dividindo as vilas e cidades da fronteira em distritos eleitorais de modo a dar aos protestantes a maioria
num grande número desses distritos e concentrando a maioria dos oponentes no menor número de distritos possível, as
eleições regionais foram fraudadas para assegurar o controle protestante dos conselhos locais. Acordos eleitorais que
deram poder de voto a companhias comerciais, e a quantidade mínima de fiscalização contribuíram para o mesmo fim.
Final do século XX
Na década de 1960, o primeiro-ministro, unionista-moderado Terence O'Neill (mais tarde Lord O'Neill
de Maine) tentou reformar o sistema, mas encontrou oposição extrema fundamentalista de líderes protestantes como o
Reverendo Ian Paisley. O aumento da pressão pela reforma e de unionistas extremos ('No surrender', sem entregar-se)
levou ao surgimento do Movimento pelos Direitos Civis sob comando de figuras como John Hume, Austin Currie e outras.
Confrontos entre os habitantes fronteiriços e o Royal Ulster Constabulary levaram a conflitos entre comunidades cada vez
maiores. O Exército Britânico, originalmente mandado a Irlanda do Norte pelo Home Secretary, James Callaghan pra
proteger nacionalistas de ataques, receberam boas-vindas acaloradas. Porém, o assassinato de 13 civis desarmados em
Derry por paramilitares bretões inflamaram a situação e revoltou os nacionalistas nortistas contra o Exército Inglês. O
surgimento do IRA, uma dissidência do fortemente marxista Official IRA, e uma campanha de violência dos unionistas como
a Associação de Defesa do Ulster e outros, levaram a Irlanda do Norte à beira de uma guerra civil. Nos anos 70 e 80,
extremistas de ambos os lados cometeram diversos assassinatos em massa, geralmente, envolvendo civis inocentes. Os
ataques mais notórios incluem o atentado a bomba de Le Mon e as explosões em Enniskillen e Omagh, praticados por
Republicanos tentando trazer uma mudança política através de armamento de guerrilha.
Alguns políticos bretões,
especialmente o ex-ministro trabalhista Tony Benn defenderam a retirada britânica da Irlanda, mas sucessivos governos
norte-irlandeses se opuseram a essa política, e chamaram suas previsões sobre o possível resultado de uma retirada
britânica de Cenário Apocalíptico, prevendo disseminação de conflitos generalizados, seguido de grande êxodo de centenas
de milhares de homens, mulheres e crianças como refugiados para o "lado" de cada comunidade na província; nacionalistas
migrando para o oeste da Irlanda do Norte, e unionistas se dirigindo para o leste. O pior temor tem em vista uma guerra
civil que poderia envolver não só a Irlanda do Norte, mas as vizinhas Irlanda e Escócia, ambas com ligações com uma ou
com as duas comunidades. Depois, o temível possível impacto da retirada britânica ganhou a designação de Balcanização da
Irlanda do Norte comparando com o violento desmembramento da Iugoslávia e o caos que o sucedeu.
No começo dos anos 70,
o Parlamento da Irlanda do Norte depois de o Governo Unionista liderado pelo Primeiro-ministro Brian Faulkner ter se
negado a aceitar o Governo Bretão, exigiu a entrega dos poderes da lei e da ordem. Londres apresentou/introduziu a
Direct Rule, ou Governança Direta, a iniciar em 24 de Março de 1972. Novos sistemas de governo foram tentados (e
fracassaram), incluindo o compartilhamento de poderes, tais como o Acordo de Sunningdale, a Devolução de Rolling e o
Tratado Anglo-Irlandês. Através dos Anos 90, o fracasso da campanha do IRA para atrair apoio na sociedade ou atingir
seus objetivos para a retirada britânica, em particular o desastre de relações públicas em Enniskillen, quando famílias
atendendo às cerimônias do Dia da Lembrança, bem como o da subsitiuição da tradicional liderança republicana por Gerry
Adams, testemunharam um movimento de abandono do conflito armado para favorecer o engajamento pólítico. A essas mudanças
seguiu-se o aparecimento de novos líderes em Dublin, como Albert Reynolds, em Londres John Major e no unionismo de
Ulster, como David Trimble. Contatos, inicialmente entre Adams e John Hume, líder do Partido Social Democrata
Trabalhista, avançaram numa negociação pan-partidária, que em 1998 gerou o 'Bom Acordo da Sexta Feira. Uma maioria de
ambas as comunidades da Irlanda do Norte aprovaram este acordo, assim como o povo da República da Irlanda, que emendaram
a constituição, Bunreacht na hÉireann, para substituir a reivindicação sobre o território da Irlanda do Norte,
reconhecendo o direito soberano de existência deste país, ao mesmo tempo em que reconheceu o desejo nacionalista de ver
as duas Irlandas unificadas.
Depois do Acordo de Belfast
Após o Acordo de Belfast, os eleitores elegeram a
Assembléia da Irlanda do Norte para formar um parlamento norte-irlandês. Cada partido que alcança um nível específico de
apoio ganha o direito de nomear um membro para o governo e clamar um ministério. O líder do partidoUnionista David
Trimble tornou-se Primeiro-Ministro da Irlanda do Norte. O chefe do Paatido Social Democrata Trabalhista, Seamus Mallon,
tornou-se Primeiro-Ministro Delegado da Irlanda do Norte, embora o novo líder do partido, Mark Durkan, subsequentemente
o substituiu. Os Unionistas, Social-democratas Trabalhistas e Unionistas Democratas e o Sinn Fein, tinham ministros por
direito na assembléia com poderes compartilhados. A Assembléia e sua Executiva estão suspensas em virtude das ameças
unionistas sobre o suposto atrado o IRA em cumpriri o acordo de desarmamento, e ainda a alegada descoberta de uma rede
de espionagem do IRA operando no coração do serviço público. O governo está sendo dirigido novamente pelo Secretáro de
Estado da Irlanda do Norte, Paul Murphy e uma equipe ministerial que responde a ele.
O clima de mudança no país foi
representado pela visita da Rainha Elizabeth II aos Prédios do Parlamento em Stormont, waonde ela conheceu os ministros
nacionalistas do Partido Socias Democrata Trabalhista, e conversou sobre os direitos dos irlandeses do norte que
reclamavam tratamento idêntico aos dos britânicos. Igualmente, em visita a Irlanda do Norte, Mary McAleese, encontrou-se
com ministros unionistas e com os Lordes-Tenentes de cada condado, os representantes da Rainha.
Demografia
A Irlande
do Norte é uma entidade complexa, dividida entre duas comunidades culturais distintas, os Unionistas e os Nacionalistas
Irlandeses. Ambas as comunidades são frequentemente descritas em função de suas ligações religiosas predominantes; os
unionistas são predominantemente Protestantes (entre os quais a fé a maior delas é a do Presbiterianismo, e a segunda,
em termos de número de adeptos e a Igreja da Irlanda, enquanto os nacionalistas são predominantemente Católicos.
Entretanto, ao contrário da crença comum, não são todos os católicos que apoiam necessariamente o nacionalismo, com a
mesma regra valendo para os Protestantes em relação ao Unionismo.
Uma vez estabelecido no Ato de Governo da Irlanda de
1920, a Irlanda do Norte foi estruturada geograficamente para ter maioria unionista, que temem por seu destino se
ocorresse a unificação das Irlandas. Porém, a população católica vêm crescendo em porcentagem dentroda Irlanda do Norte,
enquanto a população protestante vêm diminuindo.
As afiliações religiosas, baseadas em resultados de censo, mudaram da
seguinte forma entre 1961 e 2002:
Afiliações Religiosas na Irlanda do Norte 1961-2001