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O REINO UNIDO E A SUA POLÍTICA
O Reino Unido é uma monarquia constitucional parlamentarista em que o Executivo governa o país em nome da Rainha que exerce simultaneamente as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Executivo.
É governado a partir da sua capital,
Londres. O atual monarca e chefe de estado do Reino Unido é a rainha Isabel II, que subiu ao trono em 1952 e foi coroada
em 1953. Na Grã-Bretanha atual, o papel do monarca é basicamente cerimonial. O Reino Unido é um estado muito centralizado, com o Parlamento de Westminster, em Londres, a ser responsável pela
maioria do poder político do estado. Mas em 1999 foram criados o Parlamento da Escócia e uma Assembleia Nacional para
Gales, com o primeiro a deter poder legislativo primário. A Irlanda do Norte também obteve direito ao auto-governo,
através da Assembleia da Irlanda do Norte, como parte do Acordo da Sexta-feira Santa, mas a assembleia está actualmente
suspensa.
OS PARTIDOS
Os maiores partidos políticos no Reino Unido são:
- Labour (Os Trabalhistas)
- Conservative (Os Conservadores)
- Liberal Democrat (Os Liberais Democratas)
ELEIÇÕES GERAIS
As Eleições de todos os "MPs" (Member of Parliment) são chamadas Eleições Gerais (General Elections) e
ocorrem a cada 5 anos ou quando o Primeiro-Ministro convoca uma. Pessoas com mais de 21 anos de idade podem ser nomeadas para se tornarem MPs. Quando um MP recolhe a maior parte dos
votos da sua área local ganha um lugar no Parlamento em Londres.
OS POLITICOS
GORDON BROWN
James Gordon Brown, nasceu em Glasgow, 20 de Fevereiro de 1951, é um político britânico e membro do Partido
Trabalhista (Labour). Gordon Brown tornou-se líder do Labour Party em 24 de Junho de 2007; como consequência, foi
nomeado Primeiro-ministro tendo assumido o cargo em 27 de Junho de 2007, sucedendo Tony Blair na função.
Foi ministro das Finanças (Chancellor of the Exchequer) do Reino Unido desde o início do governo de Tony Blair em
1997. É desde 1983 membro do Parlamento Britânico pelo círculo eleitoral de Dunfermline East. |
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Na juventude, devido a um acidente de rugby, ficou cego de um olho por desprendimento da retina. Estudou História na
Universidade de Edimburgo, onde fez o doutoramento. Já antes de entrar no Parlamento, alcançou notoriedade como Reitor
da Universidade de Edimburgo, como Presidente do tribunal universitário (ainda enquanto estudante) e como editor do "Red
Paper on Scotland". Brown deu aulas em universidades escocesas antes de trabalhar como jornalista de televisão. Em 1986
publicou uma biografia sobre o político trabalhista James Maxton. OUTROS POLÍTICOS E GRANDES ESTADISTAS
TONY BLAIR
Anthony Charles Lynton Blair (mais conhecido por Tony Blair) nasceu em Edimburgo, 6 de Maio de 1953 e é desde 1997, o
primeiro-ministro do Reino Unido. Blair foi educado em colégios de Edimburgo e depois estudou Direito em Oxford,
convertendo-se em advogado especializado em Direito Sindical em 1976. Em 1983, foi nomeado membro do Partido Trabalhista
Inglês (Labour) no Parlamento. De 1984 a 1987, foi porta-voz da oposição sobre assuntos de tesouro e economia.
Após a morte de John Smith em 1994, Blair, com 41 anos, tornou-se no líder mais jovem já surgido no Trabalhismo. |
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O Congresso de seu partido em 1996, adotou a política proposta por Tony Blair, que buscava uma reforma constitucional,
especial atenção à educação e à saúde e a maior integração com a União Europeia (UE). Nas eleições de 1997, derrotou o
conservador John Major por uma grande maioria dos votos. Apresentou "O modelo para o século XXI", segundo o princípio "trabalho
para os que podem trabalhar" e "assistência para os que não podem trabalhar". Contribuiu para pôr fim a trinta anos de
conflito na Irlanda do Norte, firmando após quase dois anos de negociações um acordo de paz. Este acordo contou com a
colaboração do presidente dos EUA, Bill Clinton. Como presidente no retorno do Conselho da União Europeia, Blair
aprovou o tratado de Maio de 1998 para a circulação do Euro. Em Janeiro de 1999 propôs converter a Câmara de Lordes em
um senado com eleição por sufrágio universal. No mesmo ano obteve o prêmio Carlos Magno pela sua contribuição à unidade
européia. Em Junho de 2001, nas eleições gerais, o Partido Trabalhista de Tony Blair ganha o segundo mandato, caso
inédito no currículo do partido e na história de Inglaterra. Em Março de 2003, Blair decide em conjunto com o presidente
norte-americano George W. Bush atacar o Iraque. Envia tropas britânicas para um conflito (conjuntamente com os militares
norte-americanos) que tinha como objectivo desarmar o Iraque e depor o regime tirânico de Saddam Hussein.
MARGARET THATCHER
Baronesa Thatcher nasceu a 13 de outubro de 1925, em Grantham, Lincolnshire e foi uma política britânica e
primeira-ministra de 1979 a 1990.
Margaret Hilda Roberts estudou ciências químicas na Universidade de Oxford e trabalhou quatro anos como investigadora
química. Em 1951 casou-se com Denis Thatcher, um alto executivo da indústria petrolífera, que a introduziu na política.
Em 1953 começou a estudar direito tributário. Ingressou no Partido Conservador (Conservatives), do qual o seu
marido já era membro, e em 1959 ganhou um lugar na Câmara dos Comuns. |
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Dois anos mais tarde foi nomeada secretária de Estado para Assuntos Sociais, e posteriormente ministra da
Educação e Ciência, durante o mandato do conservador Edward Heath. Aboliu a normativa que ordenava a distribuição
gratuita de leite nas escolas, o que provocou uma onda de protestos. Considerada a líder mais enérgica da ala direita do
Partido Conservador, substituiu Heath na direcção do partido em 1975. Elaborou um programa rigoroso para inverter a
crise da economia britânica mediante a redução da intervenção estatal. Os seus postulados principais foram o liberalismo
e o monetarismo estritos. Também reduziu os serviços sociais. Estudou a renegociação para a participação do Reino Unido
na CEE e para a abolição do poder sindical. O seu programa recebeu o apoio da opinião popular, e em 1979 conseguiu que
os conservadores acedessem ao poder por ampla margem: converteu-se assim na primeira mulher britânica a ocupar o cargo
de primeiro ministro. Durante o seu governo conseguiu reduzir a inflação e melhorar a cotação da libra esterlina. No
entanto, diminuiu a produção industrial, com o consequente incremento do desemprego, triplicado desde a sua subida ao
poder. Proliferaram também as quebras de empresas e bancos. Tudo isso deveu-se à austeridade que acompanhou a sua
administração, dado que o objectivo de reduzir a inflação era prioritário. Em 1982, Thatcher interveio energicamente
no conflito das Malvinas. A sua atitude foi bem vista pela opinião pública britânica e nesse mesmo ano voltou a obter a
vitória eleitoral, desta vez com a maioria mais folgada conseguida por um candidato desde 1935. Em 1984 enfrentou
graves conflitos sociais, em especial a greve dos mineiros, que reprimiu com dureza. Em outubro desse mesmo ano, durante
um congresso do seu partido que se celebrava no hotel Brighton, rebentou uma bomba colocada por um grupo de republicanos
irlandeses, – Thatcher apoiava a retenção do Ulster pelo Reino Unido – atentado do qual saiu ilesa. Como chefe de
governo continuou a sua política neoliberal, a privatização de empresas estatais, da educação e meios de ajuda social, a
luta contra o desemprego e a limitação das greves. Relativamente ao conflito do Ulster, propiciou a abertura de
conversações com a República da Irlanda e reforçou a legislação antiterrorista. Em 1987 ganhou de novo as eleições, mas
nesta ocasião por uma margem muito mais reduzida. Thatcher recusou a união social e política do Reino Unido com a Europa
e criou o imposto regressivo, o poll tax, o qual sofreu uma violenta e vitoriosa resistência popular e a levou a perder
o apoio de seu próprio partido. Não lhe restou outra alternativa para além da demissão e sucedeu-lhe John Major.
WINSTON CHURCHILL
Sir Winston Churchill nasceu a 30 de Novembro de 1874, em Woodstock, Oxfordshire e morreu a 24 de Janeiro de 1965, em
Londres. Foi um estadista britânico, escritor, jornalista, orador e historiador, famoso principalmente por ser o
primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Winston Leonard Spencer Churchill era filho de Lord
Randolph Churchill e de Jennie Jerome, sendo neto do sétimo Duque de Marlborough. Depois de algumas novelescas
aventuras (incluindo sua participação nas Guerras dos Bôeres) foi jornalista e acabou dedicando-se à política. |
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Durante a Primeira Guerra Mundial foi o Primeiro Lord do Almirantado, e portanto principal responsável do desastre do
desembarque de Gallipoli em Dardanelos (face às tropas de Atatürk).
No período entre guerras se dedicou
fundamentalmente à redação de diversos tratados. Notabilizou-se neste período por uma violenta crítica ao nazismo alemão
dentro da Câmara dos Comuns, rogando diversas vezes ao governo britânico que fossem investidos recursos na militarização,
prevendo um possível ataque alemão num futuro próximo e temendo que a Inglaterra não estivesse preparada para resistir.
Na ocasião Churchill foi acusado de belicista, mas muitos estudiosos entendem que o acerto desta previsão foi uma das
principais razões que levaram Churchill a ser eleito Primeiro-Ministro 9 meses após a invasão da Polônia por Hitler em
setembro de 1939 e consequente Declaração de Guerra à Alemanha pela Inglaterra em função do tratado de defesa mútua
assinado com a Polonia. Em 10 de maio de 1940, Churchill chegou ao cargo de Primeiro-Ministro britânico, contando 65
anos de idade. Seus discursos memoráveis, conclamando o povo britânico à resistência e sua crescente aproximação com o
então presidente americano Franklin Delano Roosevelt, visando a que os Estados Unidos da América ingressassem
definitivamente na guerra, foram essenciais para o êxito dos aliados. O exemplo de Churchill e sua incendiária oratória
permitiram-lhe manter a coesão espiritual do povo britânico nas horas de prova suprema que significaram os bombardeios
sistemáticos da Alemanha sobre Londres e outras cidades do Reino Unido. Apesar da vitória na Segunda Guerra em 1945,
os conservadores (Conservatives) de Churchill perderam as eleições para os socialistas, liderados por Clement Atlee, deixando assim o
cargo de Primeiro-Ministro. Em 1951 em razão de vitória por ampla maioria dos conservadores nas eleições daquele ano,
Churchill voltou ao cargo de Primeiro-Ministro; tinha então 76 anos de idade. Em 1953, Churchill recebeu o Prêmio
Nobel de Literatura por suas memórias de guerra (cinco volumes, também disponível nas livrarias em versão condensada, em
volume único) e seu trabalho literário e jornalístico, anterior aos tempos de Premier. Na ocasião, ele foi saudado como
o maior dos ingleses vivo. Foi o primeiro a cunhar o termo "cortina de ferro" para ilustrar a separação entre a Europa
comunista e a ocidental. Em primeiro de março de 1955, Churchill proferiu seu último discurso na Câmara dos Comuns
como Chefe de Governo, intitulado “Never Give Up” anunciando a sua renúncia ao mandato de Primeiro-Ministro, não sem
antes alertar o mundo, mais uma vez, para o risco de guerra nuclear. Depois, continuou na Câmara dos Comuns até pouco
tempo antes de falecer. Nos últimos anos de vida parlamentar, teve atuação discreta, proferindo discursos apenas
ocasionalmente. Em 21 de junho de 1955 foi inaugurada em Londres a estátua de Churchill com a presença dele próprio.
Em 1963, aos 88 anos, foi homenageado com o título de Cidadão Honorário dos Estados Unidos pelo então presidente John
Kennedy. Não podendo receber a homenagem em Washington em razão de estado de saúde precário, foi representado pelo seu
filho Randolph. Apesar da carreira política de Churchill ser marcada por ocupar posições de destaque dentro do governo
britânico em ambas as grandes guerras do século XX, pela análise de seus discursos verifica-se sempre uma busca pela paz,
tendo chamado a Segunda Guerra Mundial de "A Guerra Desnecessária", defendendo a idéia que os países europeus deveriam
ter impedido a Alemanha de recompor suas forças armadas antes da Guerra, visando a evitá-la. Churchill acreditava que a
entrada dos Estados Unidos da América na guerra era essencial para a derrota dos nazistas, criando grandes laços com os
estadunidenses e com o Presidente Roosevelt, tendo feito com este diversos contatos, entre eles a concepção da Carta do
Atlântico em 1941. Ele foi um grande apreciador de Edward Gibbon, de cujo livro A História do Declínio e Queda do
Império Romano ele memorizou várias passagens. Churchill era também um apaixonado pela pintura, tendo dito que quando
morresse, chegado ao céu, iria definitivamente passar os primeiros 100 anos da eternidade a pintar. |